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As duras condições de trabalho na saúde durante a pandemia de Covid-19

Desde que a pandemia de Covid-19 começou, os trabalhadores da saúde estão na linha de frente do combate ao vírus, se esforçando ao máximo para tentar salvar o maior número possível de vidas. Em Pelotas, a situação não é diferente. Mesmo com a confusão do poder público, que cede às pressões do empresariado e não toma as medidas necessárias para conter a Covid, há centenas de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outros profissionais, trabalhando diariamente nas unidades de saúde para defender a população. 


É o caso de Maria Laura Silveira Nogueira, médica da Secretaria Municipal de Saúde há 24 anos, que atua na UBS Simões Lopes e também na preceptoria da UBS CSU do Areal. Ela que conta que, no início da pandemia, a situação foi difícil. “Foram mudanças grandes de rotinas individuais e coletivas. Até para nos acostumarmos com o uso dos EPIs foi difícil. Recebemos EPIs de qualidade ruim, inicialmente, e em pouca quantidade, o que gerou muita insegurança e ansiedade nos funcionários em geral”, comenta. 


Segundo ela, atualmente os EPIs são de boa qualidade e em quantidade adequada, e não faltam materiais de proteção. “Tem funcionários de higienização que trabalham incansavelmente para manter o ambiente adequado e seguro. Estamos trabalhando de acordo com estratégia da SMS, com atividades diferentes nos turnos de trabalho”, completa. 


Desgaste mental e ansiedade

Jacqueline da Silva Coppa, técnica de enfermagem da UBS Simões Lopes há 6 anos, reafirma que na unidade não há falta de equipamentos. “Há bastante desgaste, tanto físico quanto mental, mas fazemos o máximo para aliviar a tensão de trabalho. Por vezes, a sensação é de "enxugar gelo", mas não podemos desanimar”, diz, referindo-se a parte da população e do poder público que ignoram as orientações sanitárias de isolamento.


“Mudou muita coisa, tal como calçados e roupas mais higienizadas, sem passeios, sem ajuntamentos familiares. É uma nova forma de vida, que é indispensável.Tomara tudo isso passar e chegar a nossa vacina”, completa Jacqueline. 


A médica Maria Laura Silveira Nogueira também acredita que a maioria dos trabalhadores da saúde esteja, no mínimo, ansiosa com essa nova realidade. “Mas não creio que seja exclusividade do nosso setor. Ainda não presenciei alguma situação grave, mas acredito que se houver, vai ter o apoio necessário, em ambas as instituições”, cita. 


“A Pandemia veio como um terremoto para todo mundo. Nada mais vai ser como antes. Tudo tem peso diferente do que tinha antes. A grande tentativa é fazer diferença em cada atendimento, tentando sanar dúvidas, esclarecer medos e oferecer o que a ciência nos permite na atualidade”, conclui. 


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Assessoria ADUFPel com imagem de Prefeitura de Pelotas



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