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Docentes intensificam mobilização com atividades nas IFE e nova jornada de lutas em Brasília (DF), de 4 a 7/7

Docentes de todo o país estão em constante e crescente mobilização para barrar os sucessivos cortes nos recursos das Instituições Federais de Ensino (IFE), além de cobrar a recomposição orçamentária da Educação e reposição salarial do funcionalismo federal. Para isso, a categoria  vem realizando atividades tanto nas universidades, institutos federais e cefets, quanto nas ruas de suas cidades e da capital federal.

De segunda (27) a quarta (29), em diversas IFE ocorreram atividades de ocupação dos espaços das instituições com aulas públicas, debates, plenárias, panfletagens, oficinas, cafés da manhã, festas juninas, com o objetivo de dialogar com a comunidade acadêmica e população em geral sobre a importância das instituições e o processo de desmonte pelo qual estão passando.

Já na próxima semana, a partir de segunda-feira (4), professores e professoras da base do ANDES-SN de todo o Brasil virão em caravana à Brasília (DF), para uma intensa agenda de mobilização na capital do país até quinta-feira (7). Durante esses dias, a categoria irá abordar parlamentares no aeroporto e no Congresso Nacional cobrando atuação em defesa da Educação, além de realizar protestos e vigília em frente ao MEC. Confira a programação ao final do texto.

A agenda foi reafirmada na última reunião do Setor das Instituições Federais (Ifes) do ANDES-SN, realizada em Brasília no sábado (25). Durante o encontro, representantes das seções sindicais e da direção do ANDES-SN avaliaram a conjuntura e os encaminhamentos trazidos das assembleias de base acerca da construção da greve dos e das docentes.

“A reunião do setor, a partir do resultado das assembleias gerais, conclui pela não deflagração da greve em 27/6. No entanto, avaliou que os ataques do governo Bolsonaro, sobretudo com os cortes na educação federal, são gravíssimos. Já temos indicativos que parte das Ifes param de funcionar já no segundo semestre. Além disso, há também o risco de o governo e reitorias imporem o Ensino Remoto, o Reuni Digital e o Future-se como alternativa à falta de recursos. Bem sabemos que essas medidas têm relação com a estratégia de girar a educação ao capital”, explicou Regina Ávila, secretária-geral do ANDES-SN.

A reunião do Setor das Ifes apontou a realização da Jornada de Lutas em julho, em conjunto com as outras categorias das IFE, para barrar os ataques à educação, com avaliação da situação orçamentária, condições de trabalho ensino, com vistas à construção da greve.

Para intensificar a luta local, as seções sindicais irão solicitar audiências públicas com as reitorias, para debater o real impacto dos cortes do orçamento nas instituições; cobrar das reitorias o quadro dos impactos da Covid-19, após o retorno presencial às atividades acadêmicas; ocupar as universidades, institutos e cefets com eventos que dêem visibilidade à defesa do ensino presencial; intensificar atos e/ou paralisações, tendo como base a pauta unificada da Educação Federal, protocolado no Ministério da Educação em junho (leia aqui).

Além disso, ficou definida uma nova rodada de assembleias gerais para avaliação da mobilização, entre 20 de julho e 04 de agosto, preparando para a próxima reunião do setor das Ifes, em 06 e 07 de agosto. Confira aqui o relatório da reunião.

“Avaliamos também que as lutas até então, a exemplo da mobilização contra a PEC 32, foram fundamentais para que o governo recusasse, por enquanto. Assim, uma greve para dar conta a esses ataques está na ordem do dia. Por isso, e em defesa da educação pública, a mobilização precisa avançar. Temos a jornada de lutas aprovada e em andamento e é fundamental a organização na base, solicitando audiência sobre o orçamento das Ifes em conjunto com demais categorias, entre outras ações aprovadas”, reforçou Regina.

Ocupa universidades, institutos e cefets

Diversas atividades marcaram a semana de ocupação das universidades, institutos e cefets pelo Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, docentes da Universidade Federal do RJ fizeram um debate, no campus Praia Vermelha da UFRJ. Já a categoria da Universidade Federal do Estado do RJ (Unirio) ocupou a entrada do metrô de Botafogo, com um conjunto de atividades relacionadas à pesquisa, ao ensino e à extensão, para apresentar à população alguns exemplos da importância direta das instituições de ensino superior na vida cotidiana.

Com a “Universidade na Praça”, docentes da Unirio dialogaram com trabalhadoras e trabalhadores sobre o encolhimento do orçamento da Educação. Entre 2015 e 2021, a verba para custeio das universidades federais caiu 60%, segundo a Associação Nacional de Dirigentes das Ifes, a Andifes.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), houve oficina de grafite, Hip Hop, e roda de confecções de broches bordados com temas em defesa da Universidade pública, além de aula pública. Na Federal do Amazonas (Ufam), professores, professoras e estudantes se reuniram, na manhã de quarta-feira (29), para dialogar sobre a construção de mobilização contra os cortes orçamentários na educação pública e a precarização das condições de ensino.