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Notícia

Em Dia de Lutas, população mobiliza-se contra a retirada de direitos

O dia 10 de novembro (sexta-feira) foi de luta em todo o país. Em Pelotas, trabalhadores, trabalhadoras, movimentos sindicais e sociais foram às ruas mais uma vez dizer não às reformas e medidas impostas pelos governos Temer e Sartori. Os docentes, que paralisaram na data, e técnico-administrativos da UFPel, em greve, somaram-se aos atos que ocorreram durante o Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações, convocado pelas Centrais Sindicais.

 

A primeira atividade ocorreu às 14h no prédio da Justiça do Trabalho. Em um abraço simbólico, os/as trabalhadores/as protestaram contra a Reforma Trabalhista que passou a vigorar no sábado (11). Logo após, seguiram para ato unificado no Calçadão da Andrade Neves contra, também, a Reforma Previdenciária e a retirada de direitos. Foram três horas de ato com apresentações de músicos e artistas locais e conversa com a população sobre os ataques à classe trabalhadora. Além de “Fora Temer” e “Foram Sartori”, a população também entoou gritos de “Fora Paula”, em referência à prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB).

 

“Pacto pela Voz”

Um dos temas debatidos durante a tarde foi o projeto “Pacto pela Paz” – lançado pela Prefeitura de Pelotas no dia 11 de agosto em parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Comunitas. O programa, ao propor “melhorias” na segurança do município, com a intensificação de policiamento e fiscalização, traz consigo a violação de direitos e a repressão, que resultam em casos de truculência contra imigrantes.

 

Frente ao programa implementado pela Prefeitura, foi criado o “Pacto pela Voz”. Integrantes do coletivo, Flávia Chagas (professora UFPel), Vinícius Moraes (projeto Kanimambo), Ediane Oliveira (jornalista RádioCom) e Fabrício Sanches (DCE UFPel), explicaram o projeto à população e debateram as ações da Prefeitura. “Já ficou claro que o Pacto pela Paz é um projeto de repressão à juventude, à comunidade negra, das periferias, dos bairros de Pelotas. É um Pacto pela Paz para a elite da nossa população”, ressaltou Chagas.

 

Senegalês relata repressão

Enquanto ocorria a mobilização, a guarda municipal agia de forma violenta contra dois senegaleses. Samba, um dos vendedores ambulantes, relatou o fato aos presentes. “Nós só trabalhamos, vamos para casa e dormimos. Nós não fumamos, bebemos, nem fazemos nada errado. Nós só temos problema com a guarda municipal. Todos os brasileiros gostam de nós. O que aconteceu agora foi que a guarda nos parou e mandou ir para a parede, sem mercadoria, sem nada. Isso não pode, isso é racismo mesmo”, contou Samba. O vendedor ainda destacou que Pelotas é a única cidade do Rio Grande do Sul em que os imigrantes sofrem perseguição diária.

 

Assessoria ADUFPel

 

Fotos: Assessoria ADUFPel

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