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Marcha da Consciência Negra homenageia Mestra Griô Sirley Amaro

A sexta-feira, 20 de novembro, marca um importante dia de luta no Brasil. O Dia da Consciência Negra, celebrado nesta data em homenagem a Zumbi dos Palmares, líder quilombola assassinado em 1695. 


Em Pelotas, o dia será marcado pela Marcha Mestra Griô Sirley Amaro, da qual a ADUFPel é uma das organizadoras. Pelo segundo ano consecutivo, ela será a homenageada da data. Pelotense, nascida em 1936, foi carnavalesca, costureira, contadora de histórias e, sobretudo, referência aos mais novos. Mês passado, ela faleceu. 


A concentração está prevista para às 14h no Altar da Pátria (Bento Gonçalves) e o ato partirá em caminhada até o Mercado Público às 16h. É obrigatório o uso de máscaras e de álcool em gel e respeitar o distanciamento social de 1,5 metro entre pessoas. Não é recomendada a participação de pessoas dos grupo de risco da Covid-19.


Também está prevista a realização de uma Live de Contação de Histórias da Mestra Sirley para às 20h30, na página da UFPreta no Facebook.  


Importância da mobilização em 2020

Miriam Alves, diretora da ADUFPel e uma das organizadoras da Marcha, comenta que inicialmente a ideia era trazer, com maior ênfase, a questão da luta da juventude contra o genocídio para a pauta da Marcha. “O foco da Marcha foi modificado após conversas com própria Mestra Griô. Passamos a fazer uma discussão mais ampla, dando continuidade à Marcha de 2019, valorizando a importância da ancestralidade para a luta antirracista. A importância de todas as pessoas que vieram antes de nós, que lutaram antes de nós e que construíram essa data da Consciência Negra. E a Dona Sirley marca esse legado ancestral”, afirma.


Rodrigo Rosa, outro dos organizadores da Marcha, lembra que a Dona Sirley afirmou que era importante tratar da luta da juventude contra o genocídio a partir de uma perspectiva de vida. “Dona Sirley expressa tudo isso, na sua existência, na sua passagem conosco. Tratava as pautas de forma lúcida, com valores civilizatórios de matriz africana que tem muito a nos ensinar”, comenta.


A pandemia de Covid-19 também está na pauta da Marcha. Miriam e Rodrigo ressaltam que a população negra sofre mais com o vírus. “A Covid-19 afeta a todas as pessoas, mas afeta de forma mais intensa as pessoas negras. Há dados de que morrem muito mais pessoas negras que brancas de Covid no Brasil. Isso é um sinalizador das outras pandemias da sociedade brasileira: a do racismo, a das desigualdades raciais e sociais. São as pessoas negras que não conseguem fazer isolamento social porque não têm condições básicas para isso”, afirma a diretora da ADUFPel. 


Assessoria ADUFPel


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