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Notí­cia

Professor da UFPel sofre ameaça política

Um professor da UFPel recebeu, via e-mail "anônimo", com assinatura falsa, ameaças de uma pessoa que afirma estar envolvida “diretamente na campanha de Jair Bolsonaro”. Na mensagem, a ameaça cita uma suposta “campanha comunista” que o professor estaria fazendo na Universidade. Ainda, o remetente diz que o próprio Bolsonaro está ciente da situação e que, caso eleito, “a teta vai secar e o governo não irá mais financiar pesquisas inúteis”.


Diante da gravidade da situação, o docente, Luciano Agostini, que está em atividade fora do Brasil, encaminhou denúncia aos órgãos competentes da UFPel. Em memorando enviado à reitoria, salienta a gravidade da denúncia. “Além de ameaçar a mim, enquanto professor da instituição, também faz uma ameaça ampliada para toda a instituição”, pontua. O professor também afirma que nunca fez propaganda eleitoral dentro da instituição, além de nunca ter utilizado material de campanha de qualquer candidato.


Veja o e-mail enviado ao docente:




A ADUFPel-SSind repudia as ameaças sofridas pelo professor e, em nota, divulga apoio a Agostini:


A diretoria da ADUFPel SSind repudia qualquer constrangimento, ameaça ou ataque aos/às professores/as da UFPel, em grave e preocupante desrespeito ao seu livre exercício de opinião. Rechaçamos aos que se recusam a dialogar com os que deles divergem e, covardemente e no anonimato, promovem o cerceamento das liberdades de expressão, que conferem qualidade à atividade docente. A universidade é e precisa continuar a ser um espaço de livre pensamento crítico em que se respeita e promove a pluralidade de ideias e jamais pode ser submetida a qualquer forma de intolerância e de violência simbólica ou real, atitudes típicas do fascismo e de regimes autoritários. Nossa solidariedade ao professor Luciano Agostini. Esperamos que a gestão da UFPel encaminhe as devidas apurações para deslegitimar tal conduta.


Confira o memorando enviado pelo professor à reitoria da UFPel: