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Projeto Meninas na Ciência movimenta escola no interior do RS

Texto publicado no jornal Voz Docente


Logo na primeira atividade, a discussão rendeu frutos. As alunas, todas do 9º ano em 2019, deveriam fazer um levantamento de cientistas mulheres. Ada Lovelace, Marie Curie... Havia várias, mas porque seus nomes não eram tão lembrados quanto os dos homens? A resposta veio das próprias alunas: ainda havia muita invisibilidade sobre o trabalho das mulheres – em especial nas ciências.


É justamente na busca por mudar esta situação que surge o projeto de extensão Meninas na Ciência, que traz como mote “o uso de temas motivadores para atrair novos talentos para a química”. Coordenado pela professora da UFPel Márcia Foster Mesko, o projeto é vinculado ao Laboratório de Controle de Contaminantes em Biomateriais (LCCBio) e tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq.


Graças ao financiamento, foi possível garantir três bolsas de iniciação científica júnior na escola parceira: a Escola Municipal Margarida Gastal, em Capão do Leão – RS. Isso estimulou a dedicação das participantes e ainda fez a diferença no orçamento reduzido das famílias das alunas. 


A ludicidade foi um dos caminhos encontrados para aproximar as crianças do conhecimento científico. Uma das atividades propostas, por exemplo, foi a criação de um bingo da tabela periódica. Outra estratégia para aproximar as alunas de conceitos abstratos, como os da Química, foi a visita ao laboratório. Lá, elas puderam ver experiências científicas com itens do cotidiano: detergente, açúcar, leite, água oxigenada e assim por diante.


Por certo fica muito mais fácil compreender discussões sobre polaridade, tensão superficial, equilíbrio químico ou reações exotérmicas vendo tudo na sua frente. A diversão das meninas foi replicar algumas das experiências para seus colegas depois – e tudo com supervisão.


Professora de ciências na escola há 21 anos, Viviane Costa, conta que o envolvimento das meninas foi apenas o começo. “Houve um enorme ganho de conhecimento, práticas e experiências que instigou a curiosidade de toda a turma”. Prova disso é que a feira de ciências da escola, que há anos não acontecia, foi retomada por conta da empolgação do coletivo.


Com o fim de 2019, as alunas se graduaram no 9º ano e foram para outra escola cursar o nível médio ou o técnico – muitos em cursos que tinham a Química como base. Em 2020, com a pandemia, a ideia arrefeceu. Isso até que a professora Márcia Mesko e sua equipe foram surpreendidos com um pedido dos alunos: eles queriam dar continuidade ao projeto, mesmo que fosse com atividades remotas.


Adaptações foram necessárias, mas o objetivo de aproximação com as ciências permanece. As novas integrantes do projeto agora gravam vídeos para o YouTube executando e explicando experiências e se debruçaram na escrita, gravação e edição de um podcast sobre o Meninas na Ciência. O resultado, e todo o material didático, você encontra aqui.


Assessoria ADUFPel


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