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Trabalhadores da educação privada enfrentam dificuldades durante a pandemia

No sexto mês da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), cada vez mais trabalhadores enfrentam dificuldades, como demissões ou diminuição de salários. A situação não é diferente entre os trabalhadores da educação privada. 


Marcos Kammer, diretor da Regional Pelotas do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), afirma que há uma perda significativa dos rendimentos dos professores da rede privada em 2020.  “Para os trabalhadores deste setor a situação é muito grave com fechamento e encerramento das suas atividades de várias escolas. Para os trabalhadores ainda pior, mesmo que tenham sido “beneficiados” com a aplicação da MP 936 (depois convertida na lei 14020) e que permite em síntese a suspensão dos contratos de trabalho em troca de uma estabilidade provisória e o pagamento do auxílio emergencial ou seguro desemprego”, comenta.


A inadimplência é um dos fatores causadores do problema, e parte da “bola de neve” da crise econômica potencializada pela pandemia, pois trabalhadores de outras áreas também se encontram em dificuldades e acabam deixando de pagar a mensalidade das escolas de seus filhos. 


“Podemos afirmar que os índices de inadimplência seguramente aumentaram durante a pandemia e possivelmente impactem por algum bom tempo o setor haja vista que, em nossa avaliação, não temos nenhuma perspectiva de superação da crise econômica com a política econômica governamental e de suas reformas. Elas vão na contramão de qualquer perspectiva alentadora”, afirma Marcos. 


De acordo com o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), divulgados em julho, as escolas particulares gaúchas sofrem com inadimplência de quase 20%. Os atrasos dos pagamentos alcançaram uma média de 19,6% em maio, o que representa um aumento de 24,4% frente ao mesmo mês de 2019. 


Os dados apontam que a maior inadimplência está na Educação Infantil (18,3%), depois no Ensino Fundamental (17% nos anos iniciais e 16,7% nos iniciais), seguido pelo Ensino Médio (15,3%). Conforme explicou o Sinepe, os percentuais demonstrados são menores que a média geral já que nem todas as instituições o informaram. Além disso, mostra que 75,5% das escolas tiveram alta nas mensalidades em atraso e o cancelamento de matrículas chegou a 7,5%. 


Ajuda pública para a educação privada

O Senado aprovou, no dia 9, um socorro financeiro para escolas privadas. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 195/2020 institui o Programa Nacional de Auxílio às Instituições de Ensino da Educação Básica (Pronaieeb) e determina que a União aplique R$ 3 milhões em subsídios. A partir de agora, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados.


Para Marcos Kammer, diretor do Sinpro/RS, é precoce avaliar o projeto, que ainda tem que tramitar na Câmara e ser sancionado. “O projeto ainda deverá passar pela Câmara e esperar a sanção presidencial que, até onde consta, tem relutado em direcionar recursos para os pequenos e microempresários, que são o caso das escolas de educação infantil em particular”, diz. 


Ensino à distância

Como resposta à crise, a educação infantil particular tem se utilizado de reformas curriculares para disseminar o ensino à distância. “Certamente, isso impacta duplamente a condição dos empregos destes profissionais”, avalia Marcos. 


Para o diretor do Sinpro/RS, o ensino à distância, ao mesmo tempo em que torna viável a manutenção das escolas privadas, também implica em problemas. “Se tem funcionado é outra questão muito particular, que diz respeito tanto às condições dos alunos, quanto dos professores em se adaptar às novas circunstâncias. E, obviamente, diz respeito à questões pedagógicas implícitas ao ensino remoto e à sua eficiência, que certamente são muito diferentes daquelas que poderíamos considerar em relação ao ensino presencial”, comenta. 


“Do âmbito particular do trabalho docente, certamente o que vemos é um grau de estresse muito grande por parte dos professores que tiveram que se adaptar à nova realidade imposta pela pandemia, ao acréscimo do volume de trabalho que o ensino remoto acarreta e à adaptação que o professor ficou assujeitado de ter que dar conta. Transformar sua casa em ambiente pedagógico virtual em meio à sua particularidade material, familiar, doméstica e ter, do outro lado, um contato virtual com realidades também particulares, são questões difíceis de descrever”, conclui Marcos.


Assessoria ADUFPel com imagem de RBA.

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