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Assembleia da ADUFPel aprova posição favorável à greve nacional do setor da educação

Nesta quarta-feira (22), em Assembleia Geral Permanente da ADUFPel, realizada presencialmente na nova sede da Seção Sindical e com pauta única, foi aprovado por ampla maioria o indicativo de deflagração de greve da educação.


O espaço de discussão iniciou com a fala da presidenta da ADUFPel, Regiana Wille, que acrescentou novos elementos para compreensão da gravidade dos ataques à categoria desferidos por parte do atual governo, agravando a crise instalada na educação. 


De acordo com a dirigente, os problemas são inúmeros e entre eles estão: o retorno das atividades presenciais, sem o devido cuidado e fiscalização em relação às condições sanitárias; a imposição do ensino híbrido e outras modalidades que enfraquecem os percursos formativos e os vínculos sociais da universidade, criando novas formas de exclusão, precarização e individualização. 


“O ensino remoto se apresenta de forma galopante, já que em várias universidades, Institutos Federais e CEFETs o chamado ‘ensino híbrido’ tem tomado forma de alternativa de ensino, pesquisa e extensão e tudo isso vem como um discurso de ‘novas formas’, ‘adequação aos novos tempos’. A adoção do ensino híbrido vem articulada à proposta

de extinção da formação presencial nas IFES [Instituições Federais de Ensino Superior]. Novas formas de exclusão, de formação aligeirada, novos tempos sim de precarização do trabalho, de pouco ou nenhum investimento, de fragmentação da categoria”, enfatizou. 


Outro fato amplamente discutido, foi o corte de recursos federais para manutenção das Universidades, restringindo as condições de funcionamento e a viabilização da permanência dos estudantes. Em relação a isso, Regiana salientou que as perdas já somavam 220 milhões dos 7,2% anunciados como novo corte. Ela ainda indagou: “Não vamos lutar para que seja garantido o caráter público da universidade, sua autonomia constitucional e a função social da atividade docente?”.


Encaminhamentos

Após um debate aprofundado sobre as questões que afligem a categoria e apontam para o estrangulamento do ensino público federal, a Assembleia Geral da ADUFPel aprovou, por ampla maioria, posição favorável à greve nacional do setor da educação. Considerando a peculiaridade do calendário acadêmico da UFPel, em Pelotas, foi deliberada a deflagração da greve dos docentes a partir de agosto, quando está previsto o início do próximo semestre letivo. 


O resultado será encaminhado à próxima reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior do ANDES-SN, que ocorre neste sábado (25), em Brasília, e discutirá os próximos passos do movimento, reafirmando a pauta da educação já protocolada pelas entidades nacionais que representam os trabalhadores da educação e estudantes. 


Os docentes, ainda, acordaram em intensificar a mobilização local e a articulação das categorias em todos os níveis, com a organização de audiência pública, panfletagem e seminários e atuação na mostra de cursos que ocorrerá na UFPel. A atuação regional, estadual e nacional também deverá ser fortalecida com a organização de uma campanha em todas as mídias, composta por notas, banners, cartazes, outdoors, divulgação de materiais gráficos, entre outros. Por fim, aprovaram manter a comunicação com a categoria a partir da realização de novas Assembleias. 


Assessoria ADUFPel

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