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Curso de Formação Política e Sindical do ANDES-SN aborda a organização dos/as trabalhadores/as na América Latina

Neste final de semana, dias 1 e 2/12, na sede do ANDES-SN em Brasília (DF), foi realizado o Curso Nacional de Formação Política e Sindical, organizado pelo Grupo de Trabalho de Política e Formação Sindical (GTPFS). A ADUFPel esteve presente representada pelos/as diretores/as Carlos Mauch, Elaine Neves, Regiana Wille e Norlai Azevedo e pela docente Celeste Pereira.


O evento abordou “Educação Superior e organização do(a)s trabalhadore(a)s na América Latina (AL)”, cujo tema destaca a importância da compreensão de que a luta por uma educação pública e gratuita não é exclusividade do Brasil, sendo, nesse sentido, fundamental o diálogo com setores classistas e combativos de todos os países que compõem a AL. 


Na tarde do dia 1 de dezembro, aconteceu o painel “Educação Superior e ofensiva da extrema direita na América Latina”, com Roberto Leher (UFRJ) e Maria de la Luz Arriaga Lemus (Universidad Nacional Autónoma de México). Na sequência, iniciou o debate “Educação Superior e Organização d(a)os Trabalhadore(a)s”, com Osvaldo Coggiola (USP) e Sara Raquel López Cristaldo (Universidad Nacional de Asunción, Paraguai).


No dia 2, pela manhã, ocorreu uma atividade de aquecimento para a discussão dos grupos temáticos, sobre “organização do(a)s trabalhadore(a)s na América Latina” com Luis Bonilla-Molina (Centro Internacional de Investigación Otras Voces en Educación). 


Em seguida, os/as participantes se dividiram em grupos, cujos temas centrais abordados foram: a construção da greve da educação no horizonte, em um movimento de luta forte nas ruas, e a organização do IV Encontro Nacional da Educação (ENE) dentro do Sindicato Nacional, para fortalecer a categoria e inflar a mobilização. O encontro foi finalizado com a apresentação das sínteses das discussões. 


Na avaliação da primeira vice-presidente da ADUFPel, Regiana Wille, o Curso foi extremamente valioso para quem já tem alguma caminhada sindical, mas também, e principalmente, para aqueles/as que começam nela. Ela destacou quão relevantes foram os depoimentos e as visões manifestadas pelos/as participantes de outros países da América Latina, no sentido de expor como a extrema-direita vem atuando com forte aparato educacional pelo mundo.


“A gente tem uma educação polarizada pela extrema-direita e esses movimentos são de características massivas, operando sem um partido político específico diferente daquele fascismo clássico. Nesse sentido, a educação ela existe como um contraponto, só que ela está imersa nesse movimento que a direita tem chamado de guerra cultural”, apontou. 


Segundo ela, ao conhecer a experiência de países como México, Venezuela e Chile, foi possível perceber que há um movimento dos aparelhos privados de hegemonia - os quais têm atacado especialmente as instituições públicas de ensino - e o quanto é necessário que haja uma formulação na América Latina contra esses processos e discursos que têm ganhado a capilaridade das massas. 


“Fica claro que o ‘inimigo’ é interno, ele está conosco, diferente de outros locais, e as universidades sofrem o ataque porque são nelas onde são acolhidos os povos originários, a diversidade, a discussão e todas as formas de pensarmos a nossa existência. Por isso que a extrema-direita acaba vendo os movimentos universitários como algo que precisa ser combatido”. 


Conforme Regiana, ainda, junto a esses ataques, somam-se cortes orçamentários, cerceamento político e ameaças à liberdade de cátedra e autonomia universitária. Portanto, diante disso tudo, é fundamental que sejam implementados estudos políticos e de formação para pensar como que, através da educação, podemos lutar contra o capital e o avanço da extrema-direita na América Latina. 


Ela ainda menciona outras questões que se colocam junto a esse desmonte, como: ensino remoto, programas de teletrabalho e o crescimento das Fundações na educação. “Isso gera o aumento da riqueza de alguns e o avanço da pobreza de muitos. Por isso, precisamos estar prontos e dispostos para fazer o ataque contrário”. 


Assessoria de Imprensa ADUFPel  Fotos: ANDES-SN

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