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Notí­cia

IV Congresso da CSP-Conlutas encaminha ações da Central diante dos retrocessos

Entre os dias 3 e 6 de setembro, na cidade de Vinhedo (SP), ocorreu o IV Congresso Nacional da CSP-Conlutas. Em um momento de retirada de direitos e duros ataques à classe trabalhadora, o Congresso evidenciou a importância da luta e teve como tema central “Avançar na construção da Central Sindical e Popular”. 


Segundo a Comissão de Organização, o evento encerrou-se com a participação de quase 2.300 pessoas - 1.591 delegados, 234 observadores, 59 convidados, 61 da delegação internacional e 286 pessoas da equipe de imprensa, apoio e expositores. O Congresso recebeu 40 ativistas, vindos de 15 países, que falaram sobre as lutas e a mobilização da classe trabalhadora em todo o mundo. 


O ANDES-SN participou do Congresso com uma delegação composta por 13 membros da diretoria nacional, conforme deliberação do 64º Conad, além de 38 docentes e dirigentes das bases do Sindicato Nacional. Pela ADUFPel-SSind, estiveram presentes os diretores Francisco Vitória e Robinson Pinheiro, como delegados. A escolha dos docentes deu-se em Assembleia Geral ocorrida no dia 10 de setembro. 


Segundo Pinheiro, a partir da participação de uma significativa representação sindical e de movimentos populares, que compõem a CSP-Conlutas, foi possível verificar a diversidade de vozes que se manifestam diante dos retrocessos, que têm se acentuado desde 2016 e fortalecido-se agora com o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL). 


Para o diretor, o “IV Congresso Nacional da Conlutas evidenciou a grande disposição que as representações sindicais e as lideranças de movimentos populares estão para enfrentar os seguidos ataques do governo. E, compreende-se a necessidade de lutar de forma organizada e unificada. Assim, o 4 °Congresso apresenta ‘fôlego novo’ para seguir na luta por justiça social, por trabalho digno, e por saúde e educação públicas de qualidade”, ressaltou. 


ANDES-SN apresenta tese sobre “Os desafios da conjuntura e a organização da Classe Trabalhadora”

O ANDES-SN defendeu, durante a primeira tarde de trabalhos do Congresso, a resolução global sobre “Os desafios da conjuntura e a organização da Classe Trabalhadora”. O Sindicato Nacional contribuiu com sete resoluções. As teses e proposições constituíram o Caderno de Contribuições Globais e Propostas de Resoluções que nortearão os trabalhos durante o congresso da entidade.


Na tese, o Sindicato apontou três pontos chaves de estratégias para o enfrentamento do desmonte do estado e o fortalecimento da luta: Conjuntura Internacional, Conjuntura Nacional e a Reorganização da Classe Trabalhadora. No fim do texto, o Sindical Nacional reforçou que “é necessário lutar contra o sectarismo e pela ampliação do diálogo e da construção unitária com setores classistas da classe trabalhadora. Para isso, é necessário lutar pela ampliação dos horizontes de nossa central sindical, construir o Fórum Sindical, Popular e de Juventudes por direitos e liberdades democráticas como espaço de unidade de ação visando a construção de um grande encontro da classe trabalhadora no Brasil”. 


Abertura defende unidade e independência de classe

A mesa de abertura do evento foi composta por Centrais Sindicais, Partidos Políticos e a Rede Internacional Sindical de Solidariedade e de Luta, além de um representante da Secretaria Executiva Nacional (SEN) da CSP-Conlutas. Após as saudações de abertura, os presentes aprovaram o regimento. 


Dirigentes saudaram a central e falaram sobre os desafios da atual conjuntura para os trabalhadores. Entre vários temas da conjuntura nacional e internacional, um ponto foi unânime entre todos: que o momento atual, mais do que nunca, exige unidade para lutar e independência de classe para enfrentar os ataques capitalistas e seus governos de plantão. O perfil sindical e popular da CSP-Conlutas também foi destacado pelas organizações como característica fundamental no atual momento para fortalecer as lutas da classe.


Aprovação de resoluções internacionais e nacionais 

No segundo dia do evento, os delegados e delegadas começaram a aprovar as resoluções políticas que definem o posicionamento da central e deliberaram sobre as situações internacional e nacional. A partir de dezenas de propostas de resoluções apresentadas e debatidas nos grupos de trabalho, as que receberam mais de 10% dos votos nos grupos foram levadas ao plenário para votação. Foram cerca de 30 defesas sobre os temas. 


Nas análises houve um consenso geral sobre a gravidade da crise capitalista que eclodiu em 2007-2008. Que esta não se fechou até os dias de hoje e há a perspectiva de uma nova crise mundial. Também há uma avaliação geral de que em todo o mundo os capitalistas buscam jogar essa crise sobre os trabalhadores, com planos de ajustes, desemprego, retirada de direitos, privatizações e os mais diversos ataques. 


A crise ambiental provocada pela ganância do capitalismo, a crise migratória causada pelas guerras e espoliação imperialista, bem como as políticas anti-imigração e a xenofobia foram outros fatos destacados pelos delegados. Ainda, a avaliação sobre a correlação de forças mundial na luta de classes, sobre se existe uma polarização ou uma onda reacionária; e o posicionamento em relação à Venezuela foram outros temas abordados, entre os quais, se expressaram diferenças.


O principal debate sobre a situação política nacional se deu em torno da avaliação do caráter de ultra direita, ultraliberal e ditatorial do governo de Bolsonaro e Mourão. Que se trata de um governo capacho do imperialismo estadunidense, que visa permitir a recolonização e entrega das riquezas do país, bem como destruir os direitos trabalhistas e a organização da classe trabalhadora, além de impor um projeto conservador e reacionário. Nesse sentido, houve acordo entre todos os presentes do 4° Congresso.


Confira aqui as demais resoluções aprovadas.


Encerramento 

O IV Congresso foi encerrado domingo (6). Na plenária final, foi aprovado um adendo que orienta as entidades e movimentos filiados a levarem para suas bases a discussão para atualizar e adequar o Estatuto da Central e preparar o debate em futuro congresso. A plenária também aprovou 11 moções internacionais e 30 nacionais de apoio às lutas, greves, repúdio à perseguições, entre vários temas. 


Por último, os delegados e delegadas aprovaram uma resolução que amplia a política da paridade de gênero. A proposta foi um consenso e construída coletivamente pelos movimentos e coletivos de mulheres da Central, que destacaram nas intervenções a importância do recorte classista na discussão da luta das mulheres. Destacaram ainda a necessidade de garantir esse debate internamente na central e em todos os sindicatos e movimentos, e a participação das mulheres nas instâncias de direção.


O texto estabelece: “Ampliar a política da paridade de gênero para as Secretarias Executivas Estaduais. Nos Estados onde não for possível implementar imediatamente a paridade, deverá ser garantido o percentual máximo possível de mulheres na composição das chapas e na direção”.


Fonte: CSP-Conlutas e ANDES-SN

* Com edição e inclusão de informações de Assessoria ADUFPel


Fotos: Sérgio Gaspar, Lucas Martins e ANDES-SN

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