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'Não existe dicotomia entre economia e saúde', afirma professor da UFPel

Durante a pandemia de Coronavírus (Covid-19), o foco das ações dos governos deve ser salvar o maior número de vidas possível. É o que afirma Bruno Pereira Nunes, professor da Faculdade de Enfermagem da UFPel e doutor em epidemiologia. 


Bruno, que é um dos membros do Comitê Interno para Acompanhamento da Evolução da Pandemia por Coronavírus da UFPel, rechaça a ideia de que se deve escolher entre salvar a economia ou salvar vidas. “Não existe essa dicotomia entre economia e saúde, como se economia fosse uma coisa e saúde pública fosse outra. Elas andam lado a lado”, comenta.


Para o docente, é importante pensar na saúde e na economia como coisas similares, que se ajudam e caminham juntas, e não como coisas distintas. “Todo mundo é sensível às questões econômicas, mas elas não podem se sobrepor às questões de saúde pública”, afirma. 


Bruno Pereira Nunes ainda cita as incertezas e a falta de evidências sobre a Covid-19 como um fator para rechaçar o projeto de gerar um “efeito de rebanho”, contaminando o maior número de pessoas para logo gerar imunidade. 


“Cabe destacar que ainda há poucas evidências sobre a Covid, e a ciência precisa estudar mais. Para algumas coisas, é necessário tempo. Precisamos entender qual o impacto do vírus para as pessoas que sobreviveram à infecção, por exemplo. A lógica de pensar em evitar que o maior número de pessoas pegue a Covid também existe porque não se sabe quais serão as consequências do vírus no médio e no longo prazo”, diz o docente da UFPel.


Distanciamento segue sendo a melhor estratégia

Bruno Pereira Nunes ressalta que o distanciamento social continua sendo muito importante. O distanciamento serve para evitar que um grande número de pessoas se contaminem ao mesmo tempo, o que faria com que houvesse uma sobrecarga no sistema de saúde, ou seja, que não houvesse leitos de enfermagem ou de UTI para todos que necessitem, o que já ocorre em outras regiões do Brasil.


“Infelizmente, não há vacina nem tratamento ainda, o que seria ideal, seja para tratar os que se contaminam ou para evitar que mais pessoas sejam contaminadas”, afirma o docente. “Quando a gente fala desse percentual de pessoas que precisam ser hospitalizadas ou que acabam vindo a óbito, são, em número relativos, números pequenos. Mas precisamos entender o quanto isso significa em números absolutos. Em Pelotas, seriam centenas de pessoas que poderiam precisar de leitos de enfermaria ou de UTI, caso a gente não consiga ter um distanciamento social efetivo”, completa Bruno. 


Ações baseadas na ciência

Para o docente da UFPel, há diálogo aberto constante entre os pesquisadores e o poder público, seja ele o governo do Rio Grande do Sul, ou seja a prefeitura de Pelotas. Bruno cita, por exemplo, a Pesquisa de Prevalência de Infecção por COVID-19 no Brasil (EPICOVID), criada pela UFPel, que, depois de uma fase inicial no estado, agora é realizada nacionalmente. 


“Vale ressaltar o estudo EPICOVID, que vem sendo pioneiro no Brasil e no mundo e que começou aqui no Rio Grande do Sul”, comenta. “No município, várias ações também são feitas de forma dialogada. É um momento de solidariedade, de unir forças para enfrentar a pandemia. Espero que todas as ações sigam sendo tomadas baseadas em evidências e em estudos científicos, para que a gente consiga enfrentar a pandemia da melhor forma. Sempre tendo como objetivo salvar o maior número de vidas possível”, conclui. 


Assessoria ADUFPel com imagens de UFPel e EBC

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