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Projeto da UFPel distribui milhares de máscaras nos bairros de Pelotas

Desde o início da pandemia de Coronavírus (Covid-19), o projeto Máscaras Cuidativas já distribuiu quase 20 mil máscaras nos bairros de Pelotas. O projeto é uma ação do Centro Regional de Cuidados Paliativos da UFPel (Cuidativa) e agrega dezenas de voluntários. 


Julieta Fripp, docente de medicina da UFPel, foi a idealizadora do Máscaras Cuidativas. “Considerando que a Cuidativa já tem forte vocação alicerçada em questões como solidariedade, sustentabilidade, ajuda mútua e voluntariado, nós conversamos com pessoas que estão envolvidas com o projeto, com a ideia de contribuir com a sociedade construindo algum projeto que possa proteger a nossa população dos danos que podem ser causados pela Covid”, comenta.


Assim surgiu a ideia em meados de março, com uma meta ousada: garantir uma produção, ou pelo menos estimular a sociedade, para que as 342 mil pessoas de Pelotas estivessem protegidas usando máscaras caseiras. Com o trabalho de docentes, servidores técnico-administrativos em educação e de estudantes, além de 60 costureiras voluntárias, o projeto das Máscaras Cuidativas vem crescendo a cada semana. 


“Foram muitas ações e estamos beirando a 20 mil máscaras já entregues nas comunidades de Pelotas e também já tivemos algumas ações no município do Capão do Leão, basicamente no bairro Jardim América que tem uma população bastante carente”, cita Julieta. A produção média é de 3 a 4 mil máscaras por semana.


Trabalho coletivo

Maralise Ludtke, auxiliar de enfermagem da UFPel, é uma das pessoas que trabalha no projeto desde o início. “Acho que é bem importante e faz muita diferença em Pelotas. O número de pessoas usando máscara na rua é bem considerável. No começo, a gente notava certa resistência, mas agora as pessoas estão aderindo. Me sinto satisfeita em colaborar. Nesse período em que a humanidade toda está sendo atingida por essa pandemia, apesar de ser pouco, estamos conseguindo fazer a diferença”, comenta.


Uma das estudantes que se voluntariou para ajudar no projeto foi Isabela Barreiro Agostini, que é membro do Diretório Acadêmico de Medicina (DANK). Ela se diz assustada com a pandemia, mas feliz por ver tantas pessoas dedicando seu tempo e seu trabalho a ajudar a população mais vulnerável com a produção e a doação de máscaras. 


“Como estudante da área da saúde, é a forma que posso ajudar no momento. Cuidando da saúde das pessoas com máscaras, com alimentos e com conscientização. A gente vai aos bairros, conversa, explica. Me sinto muito bem em ter conseguido me unir com esse grupo de pessoas. É um período assustador, mas um período de união”, afirma. 


A assistente social da UFPel, Simone Sanghi, também trabalha no projeto das Máscaras Cuidativas. “No momento de tantas incertezas, fragilidade, vulnerabilidade, participar do projeto é um verdadeiro alento. A gente presencia cotidianamente a solidariedade das pessoas, a disponibilidade em ajudar sem nenhum tipo de interesse. Participar de tudo isso é muito bom e muito gratificante, espero poder continuar contribuindo”, diz. 


Logística

As costureiras trabalham em casa com material doado, e a equipe das Máscaras Cuidativas é que realiza toda a logística de distribuição, levando insumos às costureiras e, depois, as máscaras até a Cuidativa, que fica na antiga Laneira. Lá, são montados kits com máscaras e um folder informativo, que são posteriormente distribuídos nos bairros. 


“As entregas não são aleatórias. Fazemos contato com lideranças dos bairros para que eles possam organizar onde é o melhor lugar para fazer a distribuição. A adesão ao uso de máscaras está sendo maior nas periferias de Pelotas do que em outras cidades porque estamos explicando a importância do uso”, comenta Julieta Fripp.


Além das entregas nos bairros e nos comércios e paradas de ônibus do centro, o projeto também destinou máscaras a projetos sociais, como os de distribuição de alimentos e de economia solidária. Também para comunidades quilombolas, indígenas e moradores de ruas.


Para a docente da UFPel, o projeto promove a educação em saúde nas comunidades pelotenses. Ao entregar as máscaras são realizadas conversas sobre a importância da higiene, do isolamento social e dos perigos da Covid-19. 


“Estamos muito preocupados com o que está acontecendo em Pelotas, no Brasil e no mundo. Nossos irmãos de outros estados estão morrendo. Muitas pessoas não podem sequer velar seus entes queridos. Que a gente siga nessa trajetória de cuidado nosso, da nossa família e de nosso entorno. Infelizmente, estamos em um momento em que não servem ações individuais, precisamos pensar no coletivo para o bem maior, que é salvar vidas”, encerra Julieta. 


Como ajudar

O que o projeto mais precisa agora é de doação de insumos, como tecidos de algodão, elástico e linha. Também podem ser realizadas doações em dinheiro, através da conta do Instituto Cuidativo.


As costureiras podem se somar ao trabalho voluntário de confecção de máscaras entrando em contato através das redes sociais da Cuidativa ou do Whatsapp (53) 98445 9602.


Assessoria ADUFPel com imagens de Cuidativa


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